Leolo… porque eu sonho…

16 maio
quarta-feira, 19:30 — Centro Cultural de Brasília

Léolo (Leolo… porque eu sonho…). Direção e roteiro: Jean-Claude Lauzon (1953–1997). Produção: Aimée Danis, Lyse Lafontaine. Fotografia: Guy Dufaux. Edição: Michel Arcand. Elenco: Maxime Collin, Gilbert Sicotte, Ginette Reno, Denys Arcand, Julien Guiomar e outros.
― 1992, Canadá, França. 1h 47min. Em francês, com legendas em português.

Bairro operário de Montréal, nos anos 1950. Em uma família pobre, uma loucura hereditária que vem do avô e passa pelo pai atinge inexorável as quatro crianças da família. Léolo, o caçula, tenta escapar, refugiando-se na fantasia. A partir de sua fantasia onde sua mãe é fertilizada por um tomate portador do esperma de um camponês da Sicília, Léolo nega a nacionalidade quebequense e se declara italiano. Mergulhado em seu próprio mundo de fantasias, o menino tenta provar que não está destinado à loucura.

« Parce que moi je rêve,
moi je ne le suis pas. »

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Críticas e comentários

 

Dom Helder Camara: o santo rebelde

Helder Camara

No dia 8 de dezembro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum do Centro Cultural de Brasília (Jesuítas) apresenta o documentário Dom Helder Camara: o santo rebelde, dirigido pela cineasta brasileira Erika Bauer.

A apresentação do filme Dom Helder Camara: o santo rebelde insere-se na programação de comemoração dos 50 anos do encerramento do Concílio Ecumênico Vaticano II.

«Se dou comida aos pobres, eles me chamam de santo.
Se eu pergunto por que os pobres não têm comida, eles me chamam de comunista.»

Dom Helder Câmara

Sinopse

O Santo Rebelde revela, com imagens raras e depoimentos exclusivos, a trajetória de Dom Helder Camara (1909 – 1999), poeta e Arcebispo de Olinda e Recife no período de 1964 a 1985. Idealizador da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), denunciou e trabalhou contra as injustiças que assolavam o Brasil do século XX, enquanto via na desigualdade social a verdadeira ameaça à humanidade. Sua luta o levou a ser censurado por onde anos no Brasil durante a ditadura militar. Dom Helder foi indicado quatro vezes ao Nobel da Paz.

Dom Helder Camara: o santo rebelde. Brasil: 2004. Direção: Erika Bauer. Distribuidor: Pandora Filmes. 74 min.

 

Entrada franca

Livre para todos os públicos

Indicação de leituras

Francesco

Mickey Rourke - Francesco ( Liliana Cavani, 1989)

No dia 17 de novembro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme Francesco, dirigido pela cineasta italiana Liliana Cavani.

Sinopse

Vida de São Francisco de Assis (c. 1182 – 1226), narrada por seus companheiros e companheiras nos primeiros anos do franciscanismo.

Francesco (Francesco: a história de São Francisco de Assis). Itália, Alemanha Ocidental: 1989. Direção: Liliana Cavani. Roteiro: Liliana Cavani, Roberta Mazzoni. Elenco: Mickey Rourke, Helena Bonham Carter, Andréa Ferréol, Nikolaus Dutsch, Peter Berling e outros. Música: Vangelis. Fotografia: Ennio Guarnieri, Giuseppe Lanci. Edição: Gabriella Cristiani. Direção de arte: Danilo Donati. 120 min, em italiano, com legenda em português.

Livre para todos os públicos

Entrada franca

Comentários, críticas, textos de apoio

A hora da estrela

A hora da estrela (filme)

No dia 27 de outubro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme A hora da estrela, dirigido pela cineasta brasileira Suzana Amaral.

A história de uma moça, tão pobre que só comia cachorro quente.
Mas a história não é isso, é sobre uma inocência pisada, de uma miséria anônima.

Clarice Lispector

Sinopse

Nordestina, analfabeta funcional, perdida na paisagem de concreto paulistana. A quase invisível Macabea sobrevive mal remunerada, subnutrida e maltratada. Crônica trágica de uma brasileira semelhante a milhões de outras. Quando sonha, perde a vida.

A hora da estrela. Brasil: 1985. Direção: Suzana Amaral. Produção: Assunção Hernandes. Roteiro: Suzana Amaral e Alfredo Oroz, baseado no romance homônimo de Clarice Lispector (1925-1977). Elenco: Marcélia Cartaxo, José Dumont, Tamara Taxman, Fernanda Montenegro, Manoel Luiz Aranha e outros. Música: Marcus Vinícius. Fotografia: Edgar Moura. Edição: Idê Lacreta. 98 min, em português.

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Entrada franca

Comentários, críticas, textos de apoio

Joana d’Arc (1948)

Joana d’Arc (Victor Fleming, 1948)

No dia 15 de setembro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme Joana d’Arc, dirigido pelo cineasta estadunidense Victor Fleming (1889–1949).

Este filme integra o Pequeno Festival Ingrid Bergman (1915–1982), na comemoração do centenário de seu nascimento.

#IngridBergman100

Sinopse

França, início do século XV. O Delfim de França, herdeiro da coroa, vem perdendo sucessivas batalhas e não consegue ser coroado rei, pois a capital está invadida pelos ingleses. Joana, uma jovem de 14 anos, tem escutado vozes que a chamam para comandar o exército francês à vitória. Já crescida, o príncipe-herdeiro da França decide enviá-la para o campo de batalha. Ela guia os franceses à vitória enfrentando intensas batalhas, até que finalmente a cidade real volta ao poder da França e seu Rei finalmente é coroado. Mas ela é traída e entregue aos ingleses, que a levam ao tribunal da igreja, a acusam de heresia e a condenam à fogueira por não se submeter a eles.

Joan of Arc (Joana d’Arc). Estados Unidos: 1948. Direção: Victor Fleming. Roteiro: Maxwell Anderson, Andrew Solt, baseado na peça de teatro “Joan of Lorraine”, Maxwell Anderson. Elenco: Ingrid Bergman, Francis L. Sullivan, J. Carrol Naish, Ward Bond, Shepperd Strudwick e outros. Música: Hugo Friedhofer. Direção de fotografia: Winton C. Hoch; William V. Skall; Joseph A. Valentine. Edição: Frank Sullivan. 145 min, em inglês, com legendas em português.

Entrada franca

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Leituras sugeridas

Monsieur Verdoux

Monsieur Verdoux

Pequeno Festival
O RISO SAIU PELA CULATRA

No dia 7 de outubro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme Monsieur Verdoux, dirigido e estrelado por Charles Chaplin (1889–1977).

A exibição de Monsieur Verdoux será antecedida pela apresentação de Corridas de Automóveis para Meninos (1914), primeira aparição de Chaplin com o figurino do personagem Carlitos.

Sinopse

Primeiro filme de Chaplin em que ele aparece despojado do figurino e dos recursos cômicos de Carlitos. História de humor negro sobre um dândi matador de suas esposas. Nesta “comédia de assassinatos”, o ator-diretor lança um olhar ácido sobre o sistema capitalista, comparando-o ao mundo do crime no qual a sede de lucros justifica todos os meios. A moral ambígua de “Monsieur Verdoux” provocou reações negativas em várias cidades norte-americanas e serviu de estopim para o processo político que culminou com seu exílio na Europa a partir de 1952.

Monsieur Verdoux. Estados Unidos: 1947, 124 min, P&B, em inglês, com legendas em português. Direção: Charles Chaplin. Roteiro: Charles Chaplin, baseado numa ideia de Orson Welles. Elenco: Charles Chaplin, Mady Correll, Allison Roddan.

Entrada franca.

Não recomendado para menores de 12 (doze) anos

Elefante branco

Elefante_Branco

No dia 23 de setembro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme Elefante branco, dirigido pelo cineasta argentino Pablo Trapero.

Sinopse

Na periferia de Buenos Aires, Argentina, dois padres católicos trabalham com empobrecidos e marginalizados. O local vive o cotidiano desumanizador da violência e da miséria. A polícia corrupta atua como aparato estatal de repressão e medo. A hierarquia católica omite-se frente a situações de grave injustiça denunciadas pelos dois clérigos, cujas vidas correm perigo por permanecerem do lado dos mais pobres. O filme evoca a memória do padre argentino Carlos Mugica, assassinado em 1974.

Elefante blanco (Elefante branco). Argentina, Espanha, França: 2012, 105 min, em espanhol, com legendas em português. Direção: Pablo Trapero. Roteiro: Alejandro Fadel, Martín Mauregui, Santiago Mitre, Pablo Trapero. Elenco: Ricardo Darín, Jérémie Renier, Martina Gusman.

Entrada franca.

Não recomendado para menores de 16 anos