Cinema, aspirinas e urubus

Cinema, aspirinas e urubus (Marcelo Gomes, 2005)

Cinema, aspirinas e urubus. Direção: Marcelo Gomes. Produção: Maria Ionescu. Roteiro: Karim Aïnouz, Paulo Caldas, Marcelo Gomes, João Miguel. Música: Tomaz Alves Souza. Fotografia: Mauro Pinheiro Jr. Edição: Karen Harley. Design de produção: Marcos Pedroso. Elenco: João Miguel, Peter Ketnath, Madalena Accioly, Jeane Alves, Veronica Cavalcanti e outros. ― 2005, Brasil. 1h 39min. Em português, alemão. Classificação indicativa: 14 anos.

Em 1942, no meio do sertão nordestino, dois homens se encontram: Johann, um alemão que fugiu da Guerra, e Ranulpho, um brasileiro que quer escapar da seca que assola a região. Viajando de povoado em povoado, eles exibem filmes para pessoas que já haviam conhecido o cinema, para vender um remédio ‘milagroso’. Continuando a cruzar as estradas empoeiradas de um sertão arcaico, eles buscam novos horizontes em suas vidas. Nessa jornada, os dois aprendem a respeitar as diferenças e surge entre eles uma amizade incomum, mas que marcará suas vidas para sempre. .

Ficha técnica: [Cinemateca Brasileira] [IMDB]

Comentários e críticas

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A vida secreta das palavras

The Secret Life of Words

 

4 abril
quarta-feira, 19:30 — Centro Cultural de Brasília

The secret life of words (A vida secreta das palavras). Direção: Isabel Coixet. Produção: Brendan J. Byrne, Esther García, Pedro Almodóvar. Roteiro: Isabel Coixet. Fotografia: Jean-Claude Larrieu. Edição: Irene Blecua. Elenco: Sarah Polley, Tim Robbins, Sverre Anker Ousdal, Javier Cámara, Danny Cunningham e outros.
― 2005, Espanha, Irlanda. 1h 55min. Em inglês, dinamarquês, com legendas em português.

Hanna é uma mulher solitária e com um passado misterioso. Funcionária exemplar, ela é obrigada a tirar férias. Sem ter o que fazer e nem para onde ir, Hanna é voluntária para cuidar de Josef, um homem que ficou temporariamente cego depois de uma explosão numa plataforma de petróleo. Uma estranha intimidade surge entre eles. É uma ligação cheia de segredos, verdades, mentiras, condescendência e dor, da qual nenhum deles irá sair ileso e a qual irá mudar a vida de ambos para sempre.

Não recomendado para menores de 16 anos

Críticas e comentários

 

Underground

18 DE JULHO
terça-feira − 19h30

Underground (Underground: mentiras de guerra). Direção: Emir Kusturica. Produção: Pierre Spengler. Roteiro: Dusan Kovacevic, Emir Kusturica. Música: Goran Bregovic. Fotografia: Vilko Filac. Edição: Branka Ceperac. Elenco: Predrag ‘Miki’ Manojlovic, Lazar Ristovski, Mirjana Jokovic, Slavko Stimac, Ernst Stötzner e outros.
― 1995, República Federal da Iugoslávia, França, Alemanha, Bulgária, República Checa, Hungria. 2h 50min Em sérvio, alemão, francês, inglês, russo, com legendas em português.

Durante a Segunda Guerra Mundial, num esconderijo subterrâneo em Belgrado, dois amigos fazem fortuna utilizando refugiados em um abrigo subterrâneo para produzir armas que vendem no mercado negro. Marko é um jovem líder de uma banda musical, e participa do submundo do tráfico de armas. Junto com seu amigo Blaky, Marko passa a fornecer armas aos membros da resistência e em pouco tempo conseguem enriquecer. No final do conflito, Marko continua iludindo os refugiados por mais quinze anos, para explorá-los e assim tornando-se mais ricos.

Não recomendado para menores de 16 anos

Sólo le pido a Dios
Que la guerra no me sea indiferente
Es un monstruo grande y pisa fuerte
Toda la pobre inocencia de la gente

León Gieco

 

Críticas e comentários

Diabo a quatro

Groucho Marx em O Diabo a Quatro (1933)

9 DE AGOSTO
terça-feira − 19h30

Duck Soup (Diabo a quatro). Direção: Leo McCarey. Produção: Herman J. Mankiewicz. Roteiro: Bert Kalmar, Harry Ruby, Arthur Sheekman, Nat Perrin. Elenco: Groucho Marx, Harpo Marx, Chico Marx, Zeppo Marx, Margaret Dumont e outros.
― Estados Unidos, 1933. P&B, 68 min. Em inglês, com legendas em português.

A história de poder e corrupção se passa no mítico país da Freedonia, um país em crise e à beira de uma revolução. A milionária Sra. Teasdale (Margaret Dumont), a principal patrona de Freedonia, emprestará ao país 20 milhões se o presidente renunciar e entregar o comando ao “destemido e progressivo” Rufus T. Firefly (Groucho Marx). Na noite em que vai assumir seu novo cargo, Firefly chega tarde à cerimônia de posse, insulta a todos que avista e canta uma música sobre como pretende abusar de seu poder. Enquanto isto, o Embaixador Trentino (Louis Calhern) da vizinha Sylvania esquematiza como depor Firefly e tomar Freedonia para ele mesmo. No esforço de encontrar evidências suficientes para desmoralizar Firefly, ela manda seus mais confiáveis espiões, Chicolini (Chico Marx) e Pinky (Harpo Marx). Uma inacreditável confusão se instaura e as cenas que se seguem estão entre as antologias de humor no cinema.

 

Livre para todos os públicos

Críticas e comentários

 

Joana d’Arc (1948)

Joana d’Arc (Victor Fleming, 1948)

No dia 15 de setembro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme Joana d’Arc, dirigido pelo cineasta estadunidense Victor Fleming (1889–1949).

Este filme integra o Pequeno Festival Ingrid Bergman (1915–1982), na comemoração do centenário de seu nascimento.

#IngridBergman100

Sinopse

França, início do século XV. O Delfim de França, herdeiro da coroa, vem perdendo sucessivas batalhas e não consegue ser coroado rei, pois a capital está invadida pelos ingleses. Joana, uma jovem de 14 anos, tem escutado vozes que a chamam para comandar o exército francês à vitória. Já crescida, o príncipe-herdeiro da França decide enviá-la para o campo de batalha. Ela guia os franceses à vitória enfrentando intensas batalhas, até que finalmente a cidade real volta ao poder da França e seu Rei finalmente é coroado. Mas ela é traída e entregue aos ingleses, que a levam ao tribunal da igreja, a acusam de heresia e a condenam à fogueira por não se submeter a eles.

Joan of Arc (Joana d’Arc). Estados Unidos: 1948. Direção: Victor Fleming. Roteiro: Maxwell Anderson, Andrew Solt, baseado na peça de teatro “Joan of Lorraine”, Maxwell Anderson. Elenco: Ingrid Bergman, Francis L. Sullivan, J. Carrol Naish, Ward Bond, Shepperd Strudwick e outros. Música: Hugo Friedhofer. Direção de fotografia: Winton C. Hoch; William V. Skall; Joseph A. Valentine. Edição: Frank Sullivan. 145 min, em inglês, com legendas em português.

Entrada franca

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Leituras sugeridas

A guerra dos botões (2011)

La guerre des boutons (Yann Samuell, 2011)

No dia 25 de agosto, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme A guerra dos botões (2011), dirigido pelo cineasta francês Yann Samuell.

Sinopse

Como em todos os anos no retorno às aulas, os estudantes de Longeverne, liderados por Lebrac, declaram guerra aos de Velrans. Numa dessas batalhas, Lebrac tem uma ideia – arrancar todos os botões e confiscar os cintos dos presos para que sejam castigados pelos próprios pais. Segundo Luiz Zanin, uma metáfora antibélica sempre atual.

La guerre des boutons (A guerra dos botões). França: 2011. Direção: Yann Samuell. Roteiro: Yann Samuell, baseado no romance de Louis Pergaud (1882-1915). Elenco: Eric Elmosnino, Mathilde Seigner, Fred Testot, Alain Chabat, Vincent Bres e outros. Música: Klaus Badelt. Fotografia: Julien Hirsch. Edição: Sylvie Landra. 109 min, em francês, com legendas em português.

Entrada franca

Não recomendado para menores de 12 (doze) anos

Comentários e críticas

Filmes relacionados

  • War of the Buttons (A guerra dos botões). Reino Unido, França, Japão: 1994, 94 min, em inglês. Direção: John Roberts. Roteiro: Colin Welland, baseado no romance de Louis Pergaud. Elenco: Gregg Fitzgerald, Gerard Kearney, Darragh Naughton.
  • La guerre des boutons (A guerra dos botões). França: 1962. Direção: Yves Robert. Roteiro: François Boyer, baseado no romance de Louis Pergaud. Elenco: Jacques Dufilho, Yvette Etiévant, Michel Galabru. 90 min, P&B, em francês.

O Escarlate e o Negro

O Escarlate e o Negro

No dia 24 de fevereiro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (Jesuítas) apresenta o filme O Escarlate e o Negro, dirigido pelo cineasta americano Jerry London, com Gregory Peck (1916–2003). 

Sinopse

Cinebiografia de Monsenhor Hugh O’Flaherty (1898 – 1963), padre irlandês, importante figura da resistência ao nazismo, alto funcionário da Cúria Romana no pontificado de Pio XII. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi responsável por salvar milhares de soldados aliados e judeus. Devido à sua capacidade de evitar as armadilhas dos nazistas, Monsenhor O’Flaherty ganhou o apelido de Pimpinela Escarlate do Vaticano, em alusão ao herói da novela The Scarlet Pimpernel de Emma Orczy.

The Scarlet and the Black (O escarlate e o negro). Estados Unidos, Reino Unido, Itália: 1983, 143 min, em inglês, alemão, italiano, com legendas em português. Direção: Jerry London. Roteiro: David Butler, baseado no livro de J.P. Gallagher. Elenco: Gregory Peck, Christopher Plummer, John Gielgud.

Entrada franca

Não recomendado para menores de 12 (doze) anos