Deus e o Diabo na terra do sol

Deus e o Diabo na terra do sol (Glauber Rocha, 1964)

No dia 27 de maio, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (jesuítas) apresenta o filme Deus e o Diabo na terra do sol (1964), dirigido pelo cineasta brasileiro Glauber Rocha (1939–1981).

A apresentação de Deus e o Diabo na terra do sol insere-se no Pequeno Festival Nossa Língua Portuguesa e comemora o cinquentenário desta obra-prima do cinema nacional.

Sinopse

Manuel e Rosa subsistem no sertão nordestino por meio de trabalhos prestados a um coronel. No dia da partilha de gado entre Manuel e o coronel os dois discutem e Manuel vinga a injustiça do coronel com sangue. Perseguido, Manuel mata dois capangas do coronel mas um deles mata sua mãe. Sem mais raízes na casa materna, Manuel resolve seguir o beato Sebastião e seus fiéis. Rosa, sempre cética ao poder de Sebastião, tenta persuadir o marido a desistir da vida santa. Mas Manuel se dedica ardorosamente ao beato, compartilhando com ele um sacrifício de uma criança, quando Rosa, desesperada, assassina o beato enquanto Antônio das Mortes arrasa todos os seguidores de Sebastião. Manuel e Rosa, mais uma vez, se entregam ao destino do sertão, até encontrarem Corisco, o diabo loiro. Este aceita a inclusão de Manuel em seu bando e o rebatiza como Satanás. Com o novo nome, Manuel pilha e destrói fazendas, ganhando fama por todo sertão por meio das cantigas de cego Júlio. Novamente Antônio das Mortes entra em cena para iniciar a “grande guerra”, matando Corisco e seu bando, para que Manuel e Rosa rumem em direção ao mar da redenção.

Deus e o Diabo na terra do sol. Brasil: 1964, 120 min, P&B, em português. Direção: Glauber Rocha. Roteiro: Glauber Rocha. Elenco: Geraldo Del Rey, Yoná Magalhães, Othon Bastos.

Entrada franca.

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Leituras indicadas

Era uma vez em Tóquio (1953)

Era uma vez em TóquioNo dia 29 de abril, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (jesuítas) apresenta o filme Era uma vez em Tóquio (1953), dirigido pelo cineasta japonês Yasujiro Ozu (1903–1963) .

Ozu não é apenas um grande diretor, mas também um grande mestre e, depois que se conhece em seus filmes, um amigo.

Roger Ebert

Sinopse

Um casal idoso chega à cidade para visitar filhos e netos. Os filhos estão ocupados e os velhos lhes perturbam a rotina. Sem alarde e sem que ninguém admita, a visita não é agradável. O casal retorna para o lar. Dias depois a velha senhora morre. É o momento dos filhos fazerem o percurso inverso. Considerado a obra-prima máxima do diretor.

東京物語 – Tōkyō Monogatari (Era uma vez em Tóquio). Japão: 1953, 136 min, P&B. Direção: Yasujiro Ozu. Elenco: Chishû Ryû, Chieko Higashiyama, Sô Yamamura. Distribuição no Brasil: Cinemax.

Entrada franca.

Livre para todos os públicos

Leituras indicadas

Janela indiscreta (1954)

janela-indiscreta

No dia 25 de fevereiro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (jesuítas) apresenta o filme Rear Window (1954), dirigido pelo inglês Alfred Hitchcock (1899–1980).

«Não querendo repetir o que é evidente, deixo ao espectador o cuidado de apreciar, neste filme, a perfeição técnica e a extraordinária qualidade da cor.»

Claude Chabrol

Sinopse

Quando o fotógrafo profissional J. B. Jeff Jeffries (James Stewart) fica confinado a uma cadeira de rodas por causa de uma perna quebrada, ele fica obcecado em observar os dramas particulares de seus vizinhos. Quando ele suspeita que um vendedor pode ter assassinado sua esposa, Jeffries pede a ajuda de sua namorada (Grace Kelly) para investigar a suspeita sequência de eventos. Eventos que definitivamente levam a um dos mais memoráveis e envolventes finais da história do cinema.

Rear Window (Janela indiscreta). Estados Unidos: 1954, 112 min, em inglês, com legendas em português. Direção: Alfred Hitchcock. Roteiro: John Michael Hayes, baseado em um conto de Cornell Woolrich (1903 – 1968). Elenco: James Stewart, Grace Kelly, Wendell Corey, Thelma Ritter. 

Entrada franca.

Não recomendado para menores de 12 (doze) anos

Leituras indicadas

A regra do jogo (1939)

La règle du Jeu (A regra do jogo). França: 1939.

No dia 18 de fevereiro, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB (jesuítas) apresenta o filme La règle du jeu (1939), dirigido pelo francês Jean Renoir. O Cine-Fórum celebra os 75 anos desta obra-prima e 120 anos do nascimento de Jean Renoir (1894–1979).

«Essa obra mágica e indefinível é simultaneamente tão simples e labiríntica, tão sincera e colérica, tão inocente e perigosa, que não se pode apenas olhar: é preciso absorver.»

Roger Ebert

Sinopse

França, final dos anos 30. Um jovem aviador comete gafe ao falar publicamente do seu caso com a esposa do Marquês de La Chesnaye. Para evitar um escândalo maior, o refinado aristocrata convida várias pessoas, incluindo o piloto, para uma caça de final de semana em sua casa de campo. O evento assume tons sombrios quando um dos convidados é assassinado. Em tom de farsa, o mestre Jean Renoir revela as “regras do jogo” da sociedade francesa, focando a luta de classes entre aristocratas e empregados.

La règle du Jeu (A regra do jogo). França: 1939, 110 min, P&B, em francês, com legendas em português. Direção: Jean Renoir. Roteiro: Jean Renoir, Carl Koch. Elenco: Marcel Dalio, Nora Gregor, Paulette Dubost.

Entrada franca.

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

Leituras indicadas

Tesouros cinematográficos dos EUA

National Film Registry

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos anunciou a seleção anual dos 25 filmes a serem incluídos no Registro Nacional de Cinema (National Film Registry). Filmes que serão preservados como tesouros cinematográficos para as gerações vindouras.

Desde 1989, a cada ano, a Biblioteca do Congresso inclui 25 filmes no National Film Registry considerados significativos nos aspectos cultural, histórico e estético.

Lista de filmes

  1. Bless Their Little Hearts (1984)
  2. Brandy in the Wilderness (1969)
  3. Cicero March (1966)
  4. Daughter of Dawn (1920)
  5. Decasia (2002)
  6. Ella Cinders (1926)
  7. Forbidden Planet (1956)
  8. Gilda (1946)
  9. The Hole (1962)
  10. Judgment at Nuremberg (1961)
  11. King of Jazz (1930)
  12. The Lunch Date (1989)
  13. The Magnificent Seven (1960)
  14. Martha Graham Early Dance film (1931-44)
  15. Mary Poppins (1964)
  16. Men & Dust (1940)
  17. Midnight (1939)
  18. Notes on the Port of St. Francis (1951)
  19. Pulp Fiction (1994)
  20. The Quiet Man (1952)
  21. The Right Stuff (1983)
  22. Roger & Me (1989)
  23. A Virtuous Vamp (1919)
  24. Who’s Afraid of Virginia Woolf (1966)
  25. Wild Boys of the Road (1933)

 Leia mais sobre este assunto:

Luz de inverno (1963)

Nattvardsgästerna • Luz de inverno ― Ingmar Bergman (1963)

No dia 18 de junho, terça-feira, às 19h30, no Centro Cultural de Brasília, o Cine-Fórum apresenta o filme Luz de inverno, dirigido pelo sueco Ingmar Bergman (1918 – 2007).

Luz de inverno insere-se na retrospectiva histórica do Cine-Fórum, como filme de destaque da década de 1960.

 

Sinopse

Um pescador busca orientação com o pastor de sua comunidade, quando fica sabendo de uma possível guerra nuclear. O pastor, mergulhado em uma crise existencial profunda, pouco pode fazer para ajudar. Segunda parte da Trilogia do Silêncio, que Bergman realizou no início dos anos 1960, com Através do Espelho e O Silêncio. Fé e dúvida, amor e ódio, são abordados pelo diretor de forma realista e crítica, retratando a angústia diante do medo e da vida.

Nattvardsgästerna • Luz de inverno ― Ingmar Bergman (1963) Suécia. Roteiro: Ingmar Bergman. Elenco: Ingrid Thulin, Gunnar Björnstrand, Gunnel Lindblom. (81 min, preto e branco). Idioma: Sueco, legendas em português.

Entrada franca

Classificação indicativa

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

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Nattvardsgästerna • Luz de inverno ― Ingmar Bergman (1963)

Contos da lua vaga (1953)

Ugetsu monogatari • Contos da lua vaga ― Kenji Mizoguchi (1953)

No dia 4 de junho, terça-feira, às 19h30, no Centro Cultural de Brasília (jesuítas), o Cine-Fórum apresenta o filme Contos da lua vaga, do cineasta japonês Kenji Mizoguchi (1898 – 1956).

Contos da lua vaga insere-se na retrospectiva histórica do Cine-Fórum, como filme de destaque da década de 1950 e um dos melhores filmes de todos os tempos.

«Quando Contos da lua vaga termina, além de termos certeza de ter visto uma fábula, também nos sentimos testemunhas de vidas e destinos verdadeiros.»

Roger Ebert 

Sinopse

Japão do século XVI, no período de intensos conflitos militares, conhecido como Sengoku. Narra as desventuras de quatro personagens, dois irmãos e suas esposas, em meio às batalhas pessoais entre as vontades de cada um e os acasos de uma época difícil. Ambição e profanação são duas palavras chaves ao descrever este filme, pois foram características do período retratado. Realizada por Kenji Mizoguchi cheio de atmosfera e força, é um dos mais importantes filmes da história do cinema e um exemplo do cinema japonês clássico. Baseado em obra homônima de Ueda Akinari (1734 – 1809).

雨月物語 (Ugetsu monogatari) • Contos da lua vaga ― Kenji Mizoguchi (1953) Japão. Roteiro: Matsutarô Kawaguchi, Kyûchi Tsuji, Akinari Ueda, Yoshikata Yoda. Elenco: Masayuki Mori, Machiko Kyô, Kinuyo Tanaka. (96 min). Idioma: Japonês, legendas em português.

Entrada franca

Classificação indicativa

Não recomendada para menores de 14 (quatorze) anos

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Contos da Lua Vaga (Kenji Mizoguchi, 1953) – trailer