Alice & Chaplin: Pioneiros do cinema

No dia 9 de abril, terça-feira, às 19h30, o Cine-Fórum CCB apresenta quatro curtas de Alice Guy, primeira diretora de cinema da história, e O Pastor de Almas, de Charles Chaplin. A programação inicia as sessões mensais dedicadas à história do cinema.

Alice Guy (1873 – 1968)

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Comment monsieur prend son bainComo o cavalheiro toma seu banho (1903) França. Elenco: Ferdinand Zecca. (1 min, preto e branco, silencioso).
Alice Guy tourne une phonoscèneAlice Guy dirige um “phonoscène” (1907) França. Elenco: Alice Guy, Étienne Arnaud. (2 min, preto e branco, silencioso).
La vérité sur l’homme-singeA verdade sobre o homem-macaco (1906) França. (5 min, preto e branco, silencioso).
Les résultats du féminismeOs resultados do feminismo (1906) França. (7 min, preto e branco, silencioso).

Veja documentário sobre Alice Guy: Le jardin oublié – La vie et l’oeuvre d’Alice Guy-Blaché (Marquise Lepage, 1995)

Charles Chaplin (1889 – 1977)

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The pilgrimO pastor de almas ― Charles Chaplin (1923) Estados Unidos. Roteiro: Charles Chaplin. Elenco: Edna Purviance, Charles Chaplin, Syd Chaplin. (39 min, preto e branco, silencioso).

Um prisioneiro escapa da cadeia e, para não ser reconhecido, se livra de seu uniforme de preso e se disfarça de pastor evangélico. Ele acaba ficando em uma pequena cidade em que as pessoas aguardam o seu novo pastor. As exigências do ministério religioso irão criar situações cômicas para o fugitivo. Sua verdadeira identidade pode ser revelada quando um antigo comparsa seu o reconhece nos trajes eclesiásticos.

ENTRADA FRANCA

Classificação indicativa

Livre para todos os públicos

Nosferatu (1922)

No dia 24 de abril, terça-feira, às 19h30, no Centro Cultural de Brasília, o Cine-Fórum apresenta Nosferatu, do alemão F.W. Murnau.

Nosferatu, obra de destaque do expressionismo alemão, é apresentado na programação sobre a história do cinema do Cine-Fórum. O comentário será de Osmar Arouck.


Sinopse

Hutter, agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Orlock, que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen, a esposa de Hutter, pois Orlock está atraído por ela.

Nosferatu, Eine Symphonie des Grauens • Nosferatu ― F. W. Murnau (1922) Alemanha. Roteiro: Henrik Galeen, baseado em Dracula, de Bram Stoker. Elenco: Max Schreck, Greta Schröder, Ruth Landshoff. (94 min)

 Entrada franca.

 Classificação indicativa

Não recomendado para menores de 12 anos

Críticas, comentários e leituras

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Viagem à Lua (1902)

No dia 27 de março, às 19h30, o Cine-Fórum CCB apresenta Viagem à Lua (1902), de Georges Méliès (1861 — 1938). Os comentários serão de Osmar Arouck, bibliotecário, e Anali Furquim Ribeiro, mestre em cinema.

A apresentação de Viagem à Lua inicia a série de sessões sobre história do cinema que o Cine-Fórum apresentará na última terça-feira de cada mês, ao longo de 2012. Além de Viagem à Lua, serão apresentados outros filmes de curta duração realizados por Méliès: Un homme de têtes (1898), Le Cake-Walk infernal (1903), Le tripot clandestin (1905), Le mélomane (1903), Le chaudron infernal (1903).

Viagem à Lua inspira-se em algumas obras de ficção: História verdadeira (Luciano de Samósata, séc. II),  Da Terra à Lua (VERNE, 1865), Viagem ao redor da Lua (VERNE, 1870) e Os Primeiros Homens na Lua (WELLS, 1901). Viagem à Lua é o primeiro filme a ser apresentado no livro 1001 filmes para ver antes de morrer (SCHNEIDER, 2010), com resumo e comentário de Chiara Ferrari (2010). Laurent Jullier e Michel Marie (2009) fazem uma boa análise de sequências do filme, em seu livro Lendo as imagens do cinema.

Sinopse

Em um congresso científico o professor Barbenfouillis (Méliès) tenta convencer seus colegas a participarem de uma viagem de exploração à Lua. Após vigoroso debate, seu plano é aceito e cinco voluntários se apresentam para a expedição. Em uma fábrica, constrói-se um canhão gigante que vai lançar um foguete-obus para a Lua. A nave crava-se no olho direito da Lua, que é representada com uma face antropomórfica. Os cientistas contemplam o céu estrelado, adormecem. Após o repouso, penetram nas entranhas lunares onde se confrontam com os selenitas que os levam ao seu rei. Depois de descobrirem que os inimigos somem em uma nuvem de fumaça ao simples toque de um guarda-chuva, os cientistas conseguem escapar e retornar à Terra. Um selenita agarrado ao projétil é levado com ele. Eles caem no oceano. São resgatados e recebidos como heróis.

Le voyage dans la lune • Viagem à Lua ― Georges Méliès (1902) França. Elenco: Georges Méliès, Victor André, Bleuette Bernon. (14 min)

 Entrada franca.

 Classificação indicativaLivre para todos os públicos

Críticas e comentários

Bibliografia básica

  1. BERGAN, R. …ismos: para entender o cinema. São Paulo: Globo, 2010. 159 p.
  2. BRISELANCE, M.-F.; MORIN, J.-C. Gramática do cinema. Lisboa: Texto & Grafia, 2012. 476 p.
  3. FERRARI, C. Viagem à Lua. In: SCHNEIDER, S. J. (Ed.). 1001 filmes para ver antes de morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. p. 20.
  4. JULLIER, L.; MARIE, M. Lendo as imagens do cinema. São Paulo: Senac, 2009. 285 p.
  5. LUCIEN DE SAMOSATE. Histoire véritable. Séc. II.
  6. MACHADO, A. Pré-cinema e pós-cinema. 6. ed. Campinas: Papirus, 2011. 271 p.
  7. SCHNEIDER, S. J. (Ed.) 1001 filmes para ver antes de morrer. Rio de Janeiro: Sextante, 2010. 959 p.
  8. VERNE, J. Autour de la Lune. Paris: J. Hetzel, 1870. (Les Voyages extraordinaires).
  9. VERNE, J. De la Terre à la Lune: trajet direct en 97 heures 20 minutes. Paris: J. Hetzel, 1865. (Les Voyages extraordinaires).
  10. WELLS, G. H. The First Men in the Moon. London: George Newnes, 1901.

Veja também

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